Transição Capilar. Muita além da moda!

Transição capilar é liberdade

Muitas pessoas acham que é moda. Mas, assumir os cachos vai muito além disso. Passa pela liberdade, aceitação. Essa libertação dos cachos que vem ganhando força cada dia mais me deu certeza e ao mesmo tempo força para assumir os meus cachos. Porém, nada impedi que você não queira seu cabelo cacheado. O ser humano é livre para fazer o que bem entender da sua vida, do seu cabelo e do seu corpo. Hoje vou contar a história do meu cabelo para vocês. Hoje eu o quero cacheado. Quero ser livre. Não sou obrigada a nada. Se caso, algum dia eu decida alisar novamente, eu o farei. Parece contraditório, mas isso se chama liberdade.

Aos 7 anos de idade, uma pessoa da minha família me levou ao salão de beleza sem a permissão da minha mãe. Meus cabelos eram lindos. Cachos saudáveis e sedosos. Não sei qual foi a intenção dessa pessoa. Se era de inveja, vingança, maldade, ou o quê. Só sei que ao chegar no salão ela pediu para que passassem, na época, “toca de gesso”, para alisar meus cabelos. E assim a cabeleireira fez. Ao chegar em casa, minha mãe ficou chocada com o que viu. Meu cabelo parecia uma palha, totalmente liso, esticado a força. Sem ação, minha mãe não soube nem o que falar. A partir daquele momento, nem eu e nem o meu irmão saíamos sozinho com ninguém da família.

Depois de um período tentamos deixar o cabelo voltar ao normal, mas não ficou como era antes. Então, tive que enfrentar os apelidos e as ofensas dos colega e primos chamando de “cabelo bucha”. Sem maturidade para aguentar tais palavras, pedi para minha mãe para voltar a alisar os cabelos.  Pronto, nunca mais deixei de fazer o procedimento. De seis em seis meses passava a química no cabelo. Na adolescência, eu alisava e coloca bobis para diminuir a aparecia esticada que ficava nas pontas. Em uma das escolas em que estudei, um professor me apelidou de cachinhos dourados. Pois, toda semana chegava com cachos na escola.

Com o passar dos anos, fui aprendendo a modelar o cabelo para ficar com a aparência mais natural. Até o ponto de não aguentar a química que usava. Hoje, não tenho mais paciência de estar em um salão e aguentar aquele cheiro forte de química. Em 2014, decidi  encarar o processo de transição sem cortar o alisamento (big chop). Não é um processo fácil, pois, as duas texturas, de uma forma ou de outra fica aparente.

Transição capilar vai além da moda

O medo de não adaptar, do que vão pensar, enfrentar o preconceito, qual seria a reação do namorado foram pensamentos e sentimos amadurecidos nesse período de  2 anos. Quando falei com meu noivo dizendo que iria deixar meu cabelo natural, ele apoiou. Entretanto, sentia que não ai ser fácil pra ele. Conhece e se interessar por uma pessoa com um cabelo “liso” se transformar em outra. Querendo ou não é uma grande mudança. Como dizem “o cabelo é a moldura do rosto”.

Muitas pessoas dizem “aff, gosto do teu cabelo liso”. Quando escuto esse tipo de comentário respiro fundo e digo “eu gosto dos dois jeitos”. Respiro fundo por saber que escutarei muito essa frase. Contudo, é um processo de adaptação, não só para mim, mas de todos que me conhecem e me rodeiam. Agora em 2017 irei cortar definitivamente a parte lisa que existe. Então, vem um processo de se reconhecer com o meu natural. Pois, não lembro dos meus cachos. Só lembro do alisamento.

Estou decidindo se faço um pequeno vídeo desse dia. Será uma nova fase. Uma verdadeira transformação para mim. Estou ansiosa. Provavelmente, farei em julho ou no fim de ano, não sei. Vocês já passaram ou estão passando por esse processo? Me digam como fizeram para superar e aceitar? Como lidar com o que as pessoas falam?. Será muito bacana saber e aprender com vocês. Curtam, comentem e compartilhem. Um cheiro em cada uma

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